IV FLI – 2024 – Nossas Vozes

A IV Feira Literária de Itanhandu (FLI), realizada nos dias 8 e 9 de novembro de 2024, consolidou-se como um dos maiores eventos culturais do município ao reunir mais de 650 participantes em uma programação diversa e inteiramente gratuita. Com o tema “Nossas Vozes”, a edição destacou a força das narrativas individuais na construção da identidade coletiva, promovendo literatura, memória, música, teatro, artes visuais e ações comunitárias.

Abertura foi marcada por música, homenagens e lançamentos literários

A cerimônia de abertura, realizada no Salão Nobre da Fundação, contou com apresentação da Orquestra de Violões, execução dos hinos e falas de autoridades municipais. Um dos destaques da noite foi a exibição do projeto “Nossas Vozes”, que registrou em vídeo o depoimento de 18 moradores de Itanhandu com mais de 80 anos, preservando memórias e histórias da cidade.

Quatro livros foram lançados durante a solenidade:
“Portais”, de Eneida Carneiro;
“Relicário”, de Thaís Assis Lacerda;
“Beira Festivais: Onde Estão Vocês?”, de Antônio Marcos Foureaux;
“Escritas para Teatro”, de Mariana Siniscarchio.

Após as apresentações, os autores participaram de sessão de autógrafos no hall da Fundação.

Segundo dia teve programação intensa

A programação do dia 9 ocupou toda a Fundação Itanhanduense, com atividades simultâneas das 8h às 20h. As mesas de debate — “Vozes dos Festivais”, “Vozes Silenciadas” e “Vozes que Ecoam” — reuniram escritores, músicos, professores e pesquisadores para discutir música, censura literária, escrita feminina e representatividade na literatura.

O hall recebeu uma feira de livros com autores locais e regionais, enquanto o segundo andar concentrou atividades infantis, apresentações escolares e oficinas. Pela primeira vez, as escolas se apresentaram no palco principal, ampliando a integração entre comunidade escolar e programação literária.

Caravanas e sarau reforçaram a produção regional

A FLI recebeu três caravanas literárias — Prosa e Verso (Itanhandu), Fonte das Letras (São Lourenço) e Academia Caxambuense de Letras — que realizaram declamações e encontros com o público, promovendo intercâmbio cultural entre municípios vizinhos.

O Sarau “Novas Voces da Poesia” destacou exclusivamente autoras mulheres, como Thaís Assis, Vanda Batista, Beatriz Ribeiro e Magali da Silva, reafirmando o protagonismo feminino na literatura contemporânea.

Exposição, oficinas e apresentações artísticas integraram a comunidade

A Exposição Fotográfica “Nossas Vozes” homenageou profissionais da comunidade escolar, com fotos produzidas por Gabriel Scarpa e textos elaborados pelos alunos. As produções trabalharam gêneros variados, como cartas, poesias e biografias.

O evento também promoveu a oficina de Grafite e Lettering, apresentações do Projeto Teatro com a peça Os Saltimbancos, números do Projeto Piano, rotinas do Projeto Ginástica Artística e diversas intervenções culturais.

Café Caipira e troca de livros fortaleceram a tradição comunitária

Um dos pontos mais queridos pelo público, o Café Caipira da Serra dos Noronhas, ofereceu gratuitamente diversos quitutes típicos da região, reforçando o caráter acolhedor e comunitário do evento.

As mesas de troca de livros, tanto infantis quanto adultas, incentivaram a circulação de obras e o acesso à leitura de forma democrática.

Museu permaneceu aberto e exibição de curta marcou o encerramento

Durante os dois dias, o público pôde visitar o Museu Ênio Brito, que montou uma instalação especial exibindo trechos do projeto “Nossas Vozes”.

O encerramento da IV FLI foi marcado pelo curta-documental “Capoeira: Raízes que Ressoam”, de Pedro Morais, seguido de roda de conversa com o diretor.

Evento consolidou impacto cultural e participação popular

Com 332 assinaturas registradas no Livro de Ouro, dezenas de atrações e forte participação comunitária, a IV FLI reafirmou o compromisso da Fundação Itanhanduense de Educação e Cultura “Dilza Pinho Nilo” com a democratização do acesso à cultura, a preservação da memória local e a formação de leitores.

A edição de 2024 consolidou-se como um espaço plural, vibrante e profundamente comunitário — um verdadeiro palco para as muitas vozes que construíram a história de Itanhandu.

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