V FLI – 2025 – O Tempo e as Palavras

V FLI – Feira Literária de Itanhandu reúne autores, escolas e comunidade em três dias dedicados à literatura, memória e imaginação

Por Carol Nilo

A V FLI – Feira Literária de Itanhandu consolidou-se, mais uma vez, como um dos eventos culturais mais significativos do município. Realizada na Fundação Itanhanduense de Educação e Cultura Dilza Pinho Nilo, a edição de 2025 celebrou o tema “O Tempo e as Palavras”, propondo conexões entre memória, imaginação e os caminhos que a literatura percorre entre passado, presente e futuro.

A abertura, realizada no dia 6 de novembro, marcou o início das atividades. Em um ano especial, em que a Fundação celebra 40 anos e o prédio completa 80 anos da Pedra Fundamental, o evento reforçou a importância da história e dos vínculos com a comunidade que sustentam a instituição.

O público assistiu à execução do Hino Nacional, interpretado pelos instrutores Aparecido Belchior e Higor Análio Souza, e do Hino de Itanhandu, na voz da cantora Kalinka Araújo Ribeiro e ao som do violão de José Maurílio dos Santos Júnior. Em seguida, foi apresentado o Projeto Nossas Vozes, do Museu Ênio Brito, iniciativa baseada na valorização da oralidade como instrumento de preservação da memória local. Nesta edição, 22 entrevistados compartilharam relatos e lembranças, conduzidos por Carol Nilo, Diego Nogueira, Dirceu Guedes e Gabriel Scarpa, que também foi o responsável pela edição dos vídeos exibidos. A noite celebrou ainda a literatura regional com o lançamento de cinco livros, cada um representando diferentes vozes e trajetórias de Itanhandu e da Mantiqueira, homenageando os escritores locais.

O segundo dia da programação, em 07 de novembro, foi inteiramente dedicado às crianças, aos adolescentes e às escolas do município, inspirados pelo tema “O Tempo e as Palavras”. A programação começou com a apresentação do Projeto Dança, que chamou a atenção para o uso excessivo das telas, seguida da apresentação do Programa AABB Comunidade. Na sequência, estudantes de toda a rede escolar subiram ao palco com performances que uniram poesia, música, dramaturgia e reflexão. No 2º andar da Fundação, foi preparado um espaço especial, decorado com trabalhos artísticos desenvolvidos ao longo do ano pelos alunos do Programa AABB Comunidade, onde as crianças participaram de atividades ao longo do dia.

A tarde foi aberta com uma apresentação vibrante da Orquestra de Violão. Depois disso, as mesas de debate deram voz às novas gerações. Pela manhã, adolescentes discutiram os desafios e possibilidades da leitura na era digital, na mesa “O Livro e a Tela: Tempo da Leitura na Era Digital”, sob a mediação do coordenador cultural da Fundação, Gabriel Scarpa. À tarde, crianças do Ensino Fundamental I compartilharam suas experiências como leitoras na mesa “Crianças Leitoras: Tempo da Imaginação”, mediada pela instrutora de artes, Fernanda Scarpa.

A programação do dia contou ainda com a apresentação do clássico O Mágico de Oz, encenado pelos alunos do Projeto Teatro, que encantou o público. Além disso, o público infantojuvenil pôde aproveitar a palestra do ilustrador e autor Fábio Valle, que apresentou os bastidores da criação de livros infantis na conferência “Quando o desenho encontra a palavra”. Paralelamente, o espaço de troca de livros incentivou a circulação de obras literárias entre leitores de todas as idades. Para encerrar o dia, o Projeto Banda Arte-Integração realizou uma apresentação bela e energética.

O terceiro e último dia da V FLI, em 08 de novembro, começou com emocionantes apresentações das alunas do Projeto Piano e com a bela participação do Projeto Coral, que encantou o público ao som da MPB. Ao longo do dia, a Feira reuniu pesquisadores e escritores em duas mesas de debate que articularam literatura, identidade e contemporaneidade. Na mesa “História e Literatura: da pesquisa à imaginação”, mediada por Gláucia Aparecida de Lourenzo, os convidados discutiram o papel da pesquisa documental e da ficção na construção de narrativas que moldam a memória coletiva. A segunda mesa, “Palavras em Rede: novas possibilidades através da internet”, mediada pelo instrutor Toninho Foureaux, analisou o impacto da internet na escrita, na leitura e na circulação do conhecimento. Os participantes refletiram sobre os novos caminhos da palavra no ambiente digital e sobre a democratização do acesso à produção literária.

Antes do encerramento, aconteceu ainda um Sarau Aberto, reunindo leitores e autores que compartilharam poemas, crônicas e textos autorais, concluindo o evento com um momento de celebração da diversidade de vozes que compõem o cenário literário local.

A V FLI reforçou seu papel como espaço de formação, encontro e reflexão sobre a literatura nos tempos atuais. Entre debates, apresentações, lançamentos, trocas de livros e partilhas de histórias, o evento reuniu centenas de pessoas em três dias intensos de programação. Mais do que celebrar o livro, a Feira Literária mostrou que Itanhandu tem uma comunidade que lê, cria, pesquisa, ensina, sonha — e reconhece na palavra um instrumento de memória, identidade e transformação.

 

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